Toxina botulínica na Odontologia: para que serve?

Conhecida popularmente como “botox”, a toxina botulínica é uma proteína produzida por uma bactéria, a Clostridium botulinum. A substância age nos neurônios, bloqueando a liberação do neurotransmissor acetilcolina para as fibras musculares. E quando a comunicação entre o cérebro e o músculo é bloqueada, a musculatura fica impedida de se contrair e se torna flácida.

Na natureza, esse efeito pode causar botulismo. A doença é provocada pela ingestão de toxina botulínica em alimentos contaminados com a bactéria C. botulinum. Neste caso, ocorre flacidez generalizada e, em alguns casos mais graves, paralisia da musculatura respiratória ou do coração, podendo levar à morte.

Benefícios da utilização da toxina botulínica na odontologia

Mas diferente do que conhece o senso comum, a utilização da toxina botulínica vai muito além de impedir ou combater a formação de rugas. Na odontologia, ela é utilizada no tratamento de uma série de doenças e condições que não poderiam melhorar com o uso de outros medicamentos, oferecendo bons resultados tanto funcionais quanto estéticos.

Na odontologia, a toxina botulínica é utilizada para tornar a musculatura da mastigação mais relaxada, o que facilita o processo de integração dos implantes ao osso subjacente. Isso aumenta as chances de um tratamento bem sucedido.

Contra o bruxismo

Uma das principais utilizações do botox na odontologia é contra o bruxismo, que provoca tensão muscular pelo ato de apertar ou ranger os dentes. O problema causa dores musculares, na cabeça e no pescoço, além de desgastar os dentes.

A toxina é administrada no sentido de diminuir a tensão dos músculos da face, reduzindo também a força da musculatura e, portanto, eliminando o atrito entre os dentes. É uma excelente opção para quem não se sente confortável com a utilização de placas.

Correção de sorrisos assimétrico ou gengival

Além das melhorias para a saúde, a toxina botulínica pode oferecer também benefícios estéticos na odontologia. É o caso da correção do sorriso assimétrico, também chamado de torto, que costuma causar muito desconforto em questões estéticas. Ele acontece, via de regra, por disfunções musculares que fazem com que um dos músculos próximos ao lábio retraia mais do que o outro.

A que a toxina botulínica faz neste caso é imobilizar essa musculatura, reduzindo o seu grau de retração e tornando o sorriso mais harmônico esteticamente.

Outro caso é a correção do sorriso gengival. O problema se caracteriza pelo excesso de gengiva aparente no sorriso. Nem todo mundo se sente confortável para realizar uma plástica gengival – que é o único método definitivo para resolver o problema –, então a toxina botulínica entra como uma alternativa menos agressiva.

Com ela, o dentista irá paralisar o músculo que levanta o lábio superior dos dois lados, evitando que haja exposição excessiva da gengiva e tornando o sorriso mais harmônico.

O uso da substância é reversível, ao contrário da plástica gengival. Então, caso o paciente não aprove o resultado, basta esperar o efeito da aplicação passar.

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